Por: Adilson Amaral
Um dia depois de receber duras críticas dos deputados estaduais, o governador do Estado, Paulo Hartung, anunciou a saída do secretário de Agricultura, Ricardo Santos (PSDB). Em seu lugar, assume o secretário de Gerenciamento de Projetos (Segep) Eni Bergoli. Hartung escolheu o administrador José Antônio Almeida Pimentel, que foi diretor da Escelsa, para comandar a Casa Civil, anteriormente ocupada por Sergio Aboudib. As mudanças serão publicadas no Diário Oficial desta quinta-feira.
O chefe de gabinete Valdir Klug disse que as mudanças foram para dar um perfil mais técnico às secretarias. "Estas modificações na equipe são de cunho administrativo. Em comum, os nomes anunciados têm perfil absolutamente técnico", disse
O chefe de gabinete do governador, Valdir Klug, não descarta novas alterações na equipe. Recentemente houve mudança na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), que era ocupada por Paulo Ruy Carnelli, que voltou para a Cesan. No lugar dele assumiu Marcelo Ferraz.
"Agora temos mais três alterações. Esse é um processo contínuo, tanto que outras alterações poderão ocorrer, já que as mudanças procuram sempre ajustar a máquina administrativa para um desempenho sempre melhor. Daqui pra frente, as alterações deverão ter como um dos critérios escolher pessoas que não tenham pretensão eleitoral no ano que vem", disse Valdir Klug. O economista Regis Mattos Teixeira, atual subsecretário de Estado de Planejamento, assume a Segep no lugar de Enio Bergoli.
Enio Bergoli Enio Bergoli é engenheiro agrônomo formado em 1984, pelo Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e reside há quase 30 anos no Espírito Santo. É casado e tem dois filhos.
Pós-graduado em Administração Rural pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), desde 1986 é servidor de carreira do Incaper, sendo presidente do órgão entre 2003 e 2008.
Em abril de 2008, Bergoli assumiu a Secretaria de Estado de Gerenciamento de Projetos, pasta responsável pelo monitoramento dos projetos prioritários do Governo do Espírito Santo, que prevê a aplicação de R$ 3,2 bilhões entre 2007 e 2010.
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